Procura-se na Filombeta…

Ainda tenho muito que aprender nesse wordpress… Imagine que, há poucas horas, dando uma fuçada mais concentrada nos aplicativos do site, encontro a parte de “Termos mais Pesquisados”. Todo blogueiro que se preze já fez um post sobre frases curiosas que os internautas buscam na web e acabam caindo de paraquedas no seu blog. Detalhe que esses termos procurados nunca são encontrados nos posts, mas sim, partes das palavras, que podem estar até em posts diferentes. É a única explicação para o registro dessas buscas.

Já soube de blogueiros relatando histórias de pessoas buscando por informações bizarríssimas em seus blogs, veja só um exemplo no Empurra com Água. Ainda bem que não é o meu caso. Os três termos mais pesquisados na Filombeta são engraçados e, por que não dizer, úteis também.

Significado de Filombeta,  Significado de Pilombeta,  Audácia da Filombeta Aí, a pessoa deve ter encontrado este post aqui, onde explico de onde diabos eu tive a ideia para o nome do blog. Todavia, fico imaginando o motivo dela querer essas informações. E nessas horas, vem a paranoia: ou o indivíduo teve a mesma idéia que eu e estava buscando um nome interessante para um blog (ou seja, se ferrou, mané, eu achei primeiro) ou ele estava procurando o MEU blog, sabe-se lá pra quê. Seria um fã? Um stalker? Alguém que me odeia? MEDO.

Receita para repelente de maruim ou pólvora – Ahhhh, esse termo foi pesquisado aqui, um post que conta a história do dia que fui “jantada” por maruins, seres microscópicos alienígenas invertebrados sugadores de sangue. Em algum lugar, alguém passou pelo mesmo sofrimento que eu passei e, entre coçadas violentas, como se arrastar freneticamente pelo chão, esfregar as costas no armário que nem um urso, entre outras, teve forças para ligar o computador e procurar a cura para essa moléstia maldita. Gente, se eu soubesse que existisse uma receita para repelente caseiro, eu teria sido tão mais feliz… Uma pena que meus dotes xamânicos ainda não atingiram o nível de fabricação de unguentos. Mas, olha, vou dar uma dica: é certeza que as erveiras do Ver-o-Peso têm alguma receita que é tiro e queda para a picada desse bicho. Vai pra Belém, que tu encontras, maninho (a). Já a pólvora, não sei se funciona. Por via das dúvidas, na próxima vez, passa um pouco e risca um fósforo pra ver se a coceira some.

Roupas para fox paulistinha de festa junina – Ouuunnn, essa foi a busca mais fofa que eu já vi!!! Que lindo seria ver um fox paulistinha vestido de caipira? Até eu vou dar uma busca para ver se encontro…

Apenas uma simulação. Mas estão até bonitinhos, não tão?

Apenas uma simulação. Mas estão até bonitinhos, não tão?

1 comment 20 Julho 2009

Roberto Carlos em minha vida

Assistindo agora ao show do Roberto Carlos na TV. Não, nunca fui fã dele, mas a presença dele na minha vida sempre foi constante, graças à minha mãe.

Apaixonada pelo Roberto desde a época áurea da jovem guarda, mamãe conseguiu até casar com um Roberto… José Roberto, pra ser mais exata. E, desde que eu me conheço por gente, minha mãe sempre nos forçava a escutar as baladas mega melosas do RC. Lembro das idas ao clube da AABB aos domingos, escutando fitas cassetes do Rei. Em casa, todo sábado à tarde, ela botava pra tocar na vitrola algum LP…

Mas, rotina mesmo, era escutar todos os dias de manhã, antes de ir pra escola e no caminho pra mesma, o programa da Rádio Liberal, Roberto Carlos Em Detalhes. Cheguei a ficar muito revoltada com esse fanatismo da minha mãe. Ela dizia que ele era lindo, eu respondia que ele era horroroso, cabelo desgrenhado, um velho cheio de manias que cantava músicas breguíssimas e apelava para cair no gosto de nichos diversos: caminhoneiros, taxistas, mulheres gordas, mulheres baixinhas, mulheres de óculos…

Roberto Carlos me perseguiu até na adolescência. A mãe de uma amiga era cabeleireira e já cortou o cabelo do próprio! Não lembro quando foi, só lembro que no salão tinha uma foto dela com RC, autografada. Minha mãe ficou impressionada.

E cada vez mais estamos nos aproximando do Rei. Ano passado, eu e minha irmã viemos morar em São Paulo e, no cursinho que ela fazia pra tirar a carteira da OAB, ela conheceu uma moça e fez amizade. A moça era casada e uma vez comentou “ah, todo dia de manhã faço o leite do meu marido e tals…” Minha irmã, metida a feminista e muito enxerida, perguntou o motivo desse mimo todo, e a moça disse “é que ele é cego…”. Minha irmã quis se enterrar com essa resposta.

Enfim, a gafe foi superada e, certo dia, essa moça levou uma revista do tipo Caras, Contigo para a aula. Minha irmã chegou, pediu pra ver, e a moça disse:

- Vou te contar uma coisa, mas não fala pra ninguém. Tá vendo esse homem da foto? É o meu marido.

Minha irmã olhou e… ficou com cara de paisagem, pois não reconheceu a pessoa. Na página seguinte, outra foto do tal marido ao lado de algumas pessoas, e a amiga dela:

- E esse aqui é o pai dele…

É, era o Roberto Carlos! Minha irmã estudou e fez amizade com a nora do Rei! Claro que contamos pra nossa mãe, que ficou aos berros no telefone. Desde então, toda a vez que vamos à Belém, precisamos trazer para São Paulo bombom de cupuaçu etc pro “Segundinho” (o filho do RC).

São casos como esses que me fazem pensar na teoria dos Seis Graus de Separação. Já conhecemos a cabeleireira do Roberto, agora a nora dele… Para chegarmos nele falta pouco!

Não que eu tenha virado super fã dele. Atualmente, eu curto um pouco RC. Na verdade, comecei a ter uma certa simpatia pelo Roberto Carlos quando minha mãe tinha dado um tempo das músicas dele lá em casa. Nessa época, por incrível que pareça, as músicas dele começavam a fazer sentido e a combinar com o momento que eu estava passando, por mais exagerado que fosse. Foi o que aconteceu na minha primeira desilusão amorosa, quando escutei a melosíssima “As Flores do Jardim da Nossa Casa”, praticamente um melô do pé na bunda e do recalque. Vejam só o vídeo de um show da época que Roberto exibia com orgulho sua juba black power:

As flores do jardim da nossa casa

Morreram todas de saudade de você

E as rosas que cobriam nossa estrada

Perderam a vontade de viver

Refrão:

Eu já não posso mais olhar nosso jardim

Lá não existem flores, tudo morreu pra mim

Não posso mais olhar nosso jardim

Lá não existem flores, tudo morreu pra mim

As coisas que eram nossas se acabaram

Tristeza e solidão é o que restou

As luzes das estrelas se apagaram

E o inverno da saudade começou

As nuvens brancas se escureceram

E o nosso céu azul se transformou

O vento carregou todas as flores

E em nós a tempestade desabou

(refrão)

Mas não faz mal

Depois que a chuva cair

Outro jardim um dia

Há de reflorir

(refrão 2X)

A partir daí descobri uma veia romântica melosa que eu nunca achei que possuísse. Foi potencializada pela minha admiração pelo Roupa Nova, mas vou me abster de comentários sobre essa banda, porque, afinal, esse post é sobre o Rei. Nunca vou esquecer de uma apresentação dele em um dos seus tradicionais especiais de Natal, quando ele cantou e tocou no piano a música que ele tinha feito para a Maria Rita, sua esposa que havia falecido recentemente, creio eu. Até este momento, RC nunca tinha me emocionado. Confesso, porém, que quando ele cantou essa música, senti um aperto muito forte no coração:

Eu não me acostumo sem seus beijos

E não sei viver sem seus abraços

Aprendi que pouco tempo é muito

Se estou longe dos seus braços

E por isso eu te procuro tanto

E te telefono a toda hora

Pra dizer mais uma vez “te amo”

Como estou dizendo agora

Faço qualquer coisa nessa vida

Pra ficar um pouco do seu lado

Todo mundo diz que não existe

Ninguém mais apaixonado

Meu amor, você é minha vida

Sua vida eu também sei que sou

Cada vez mais juntos

Quem procura por você

Sabe onde estou

Olha, eu te amo tanto e você sabe

Sou capaz de tudo se preciso

Só pra ver brilhar a todo instante

No seu rosto esse sorriso

Depois desse dia, jurei a mim mesma que o homem que cantasse ou recitasse a música “Eu Te Amo Tanto” para mim, teria o meu coração para sempre. Claro que eu teria de sentir sinceridade, uma vez que já aconteceu de eu perder meu tempo com um mentiroso covarde que chegou a escrever a inicial do nome num papel com a letra da música que eu tinha. Não houve traumas, o papel foi para o lixo junto com outras coisas que eu desprezei. Já meu gosto por essa música, pelo contrário, nunca morreu.

Brega, alienado, portador de transtorno obsessivo compulsivo, esquisito, Roberto Carlos pode ser tudo isso para muitas pessoas. Já foi para mim. Mas, hoje, seu nome e suas músicas me levam de volta à infância, aos meus pais, e à esperança de um dia encontrar alguém capaz de tudo só pra ver brilhar um sorriso no meu rosto a todo instante.

2 comments 12 Julho 2009

A hora do revival dos anos 90

Quanto tempo é necessário para que tudo aquilo que você gostou um dia se torne ultrapassado? Seriados de TV, música, lugares, roupas, enfim, essas coisas que você e seus amigos achavam o máximo ontem, enfrentam basicamente a mesma situação hoje: os seriados são reapresentados várias e várias vezes até a exaustão nos horários mais esdrúxulos da TV a cabo, as músicas agora são consideradas midback, os lugares, ou fecharam ou viraram outra coisa, tipo igreja envangélica; as roupas, quanta cafonice… Nós nunca observamos que o tempo está passando até darmos conta dessas transformações tão repentinas.

Foi o que aconteceu na semana passada. Fui numa boate – ou, como dizem os paulistas, numa balada – que dizia tocar flashbacks. Tinha até 70 no nome. Cheguei lá esperando ouvir Abba, Bee Gees, Donna Summer, esses clássicos que a gente escuta em toda festa de quinze anos, formatura, casamento… Depois, o DJ mandaria uns Beatles, La Bamba, um Rock Around The Clock, misturando com Sunday Bloody Sunday, Boys don’t cry, Sha-la-la-la-la-la (aka Mr. Jones, do Counting Crows), chegando até a colocar umas Beyonces e Rihannas da vida, só pro público não sair fedendo a naftalina da “buátchi”.

Eis que, no meio daquele jogo de luzes, escuto um poperô familiar… Está tocando I Can’t Make You Love Me?? Sério mesmo?? Esse troço tocava diariamente na Jovem Pan e 99 FM quando tinha 13, 14 anos. Existiam programas específicos para pout pourris e mixagens dessa linha, que passavam quase sempre no final da tarde. Ah, o house music, quantas lembranças…

Dá pra citar como exemplo as listas que a Jovem Pan fazia no decorrer do dia, as famosas (que eu acho que ainda devem existir) Sete Melhores; ou no programa HIT PARADE, que passava em não sei qual rádio. Essas rádios faziam a garotada pirar, ensaiando dancinhas sem graça ao som de Haddaway, Corona, entre outras. A Jovem Pan lançou até umas coletâneas em CD – tenho dois, confesso – com músicas tipo Se Fue, versão dance da Laura Pausini; Run to Me, do Double You; e nosso inesquecível Scatman John!

Todas essas tosquices que embalaram tantas festinhas, as pausas nos estudos à tarde, as conversas com as meninas no térreo do prédio… São músicas que, hoje, muita gente acha horríveis, com rimas paupérrimas e letras que não dizem nada com nada, mas que me trazem lembranças muito boas de uma adolescência cheia de sonhos e expectativas.

E, nesse meu momento totalmente nostálgico, vem uma amiga e solta a verdade cruel:

- Que legal! Isso virou midback!

E eu: – Ahn? Tá louca? Midback é anos 80 e… Ôpa!

OK, vamos fazer as contas… Há 15 anos, uma década e meia atrás, o midback que conheciámos virou flashback e ninguém avisou. O jeito é aceitar e se jogar, pois é o que nos resta. E que o mundo não se espante se daqui há cinco anos ou menos os 90 passem a ser incluídos na categoria flashback.

Assim é a vida. Veja a idade dos artistas que, um dia, fizeram parte da vida de muitas pessoas:

MC Hammer tem 47 anos. (E quem seria esse? O cara da música Can’t Touch This, oras…)

Kurt Cobain (Nirvana) teria 42.

Jordan Night (New Kids On The Block) tem 38!!!

Aquele menininho francês, o Jordy, tem 21…

Acreditem, apesar dos fatos estarem nas nossas fuças, eu procuro não me abalar com esse negócio de idade, velhice e afins. Afinal, não dá mesmo pra confiar em quem não estava vivo quando o cometa Halley cruzou a órbita terrestre.

2 comments 17 Junho 2009

Recomeçando pela milésima vez…

Olááá… Bem, são 03h20 da madrugada e não devo me alongar muito nesse post. Passei aqui só pra dizer que nem tudo está perdido, a esperança é a última que morre e eu, finalmente, encontrei um cabeçalho legal para colocar neste blog. Pensei em manter o padrão e colocar uma mulher dos anos 50, como eu fiz nos dois cabeçalhos antereiores, mas, de repente, cansei desse estilo. Demorou um pouco, mas achei o desenho perfeito e, o melhor de tudo, obra minha.

 

Minha versão vetorizada, estilizada, pixelizada e desnarigada. Falta aprender a deixá-la mais definida

Minha versão vetorizada, estilizada, pixelizada e desnarigada. Falta aprender a deixá-la mais definida

 E é isso. Várias idéias de temas para post no momento X tempo escasso para colocar no papel… Fé no que virá, meu povo.

 

Add comment 27 Abril 2009

Marley está chegando!

Quem me conhece sabe que fico toda boba quando o assunto é cachorro. Simplesmente, sou apaixonada por essas criaturas desde que me conheço por gente. Até os onze anos de idade, minha coleção de cachorros de pelúcia era bem variada: do Snif-snif ao Fofi Dog.

 

Não sei como funcionava o processo de convencimento que usava com os meus pais para que eles concordassem em gastar seus suados cruzeiros (ou cruzados) em futilidades como essas. Talvez tenha sido uma espécie de “cala a boca”, já que eu era uma pirralha insistente, que não deixava passar nenhuma oportunidade para perguntar “mamãe, quando vou ter um cachorrinho de verdade? Quando? Quando? Hein?”

 

Como escrevi num post de 2007, no dia 16 de março de 1992, minhas investidas foram vitoriosas. Ganhei o Pinduca, meu Fox Paulistinha. Foi o melhor dia da minha vida. O resumo dessa história pode ser lida neste link.

 

Em janeiro de 2007, passados dois anos da morte do Pinduca, e em meio a um período de inferno astral, comprei o livro Marley & Eu – A Vida e o Amor ao Lado do Pior Cão do Mundo.  Me desculpem os críticos, mas eu amei o livro. Posso até afirmar que o curto tempo que tive para ler – já que o devorei em questão de dias – me ajudou a esboçar alguns sorrisos e lágrimas de saudade do meu cachorro durante o momento de renovação particular. Até então, achava que apenas terapia e remédios como Prozac possuíssem esse poder.

 

Como muitos já devem estar sabendo, a história de John Grogan e seu labrador atrapalhado vai chegar em breve à telona. No Natal deste ano, americanos e brasileiros poderão conferir a história do casal Grogan que, para “treinar” a arte da paternidade/maternidade, resolvem começar com um cachorrinho fofinho.

 

Em julho, tentando saber a quantas andava a produção do longa, encontrei este teaser na internet:

 

Um cachorro correndo em câmera lenta, ao som de Carruagens de Fogo, é de deixar uma pessoa, no mínimo, curiosa para saber do que se trata…

 

Hoje, no blog Bicho Amigo, finalmente vi um trailer do filme:

 

Não sei de vocês, mas eu estou ansiosa pela versão hollywoodiana do Marley.

2 comments 24 Novembro 2008

Outubro Rosa

Além de falar muitas verdades e algumas besteirinhas, a Filombeta também presta serviços de utilidade pública. É o caso do lançamento da campanha Não aceite informação pela metade, idealizada pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), e do movimento Outubro Rosa – Mulher Consciente na luta contra o câncer de mama. Ambos têm como objetivo alertar a sociedade brasileira para a importância da realização do exame de mamografia para o diagnóstico precoce da doença e tratamento adequado do câncer de mama.

 

A partir de hoje, 01º de outubro, muitos blogs participarão de uma blogagem coletiva para o lançamento oficial da campanha Outubro Rosa. É uma forma de contribuir com a divulgação de informações sobre a doença que, a cada ano, é diagnosticada em oito milhões de pessoas no mundo todo. Vale lembrar que uma em cada três mulheres tem, tiveram ou terão algum tipo de câncer em sua vida e, destas, uma em cada dez desenvolverá cancer de mama.

 

veia

No Brasil, dez mil mulheres morrem em decorrência do câncer de mama por ano. O INCa (Instituto Nacional do Câncer) estima que são 49 mil casos por ano, o que seria equivalente a 134 novos casos por dia e 5 novos casos por hora. Eu já perdi uma tia-avó desta forma. Ela tinha apenas 47 anos.

 

Quem quiser saber mais sobre a campanha Não aceite informação pela metade e a blogagem coletiva, é só acessar o blog da jornalista Sam Shiraishi (http://www.samshiraishi.com/outubro-rosa). Outro site importante com informações sobre saúde feminina é o www.mulherconsciente.com.br, que foi criado pela campanha.

 

 

untitled-1-copy

4 comments 1 Outubro 2008

Recado do Ministério da Saúde Mental

.

Contra a loucura do mundo-cão, o melhor remédio é:

No comments!
.
.
.
.
.
.
.

1 comment 30 Setembro 2008

O pior de uma metrópole

Viver em uma metrópole está me fazendo mal. Está despertando o que há de pior em mim. Percebi isso enquanto esperava o ônibus para o trabalho, numa manhã chuvosa e, obviamente, gélida.

 

Meu ônibus chegou lotado, o que já me faz desistir de pegá-lo. Acho que eu desisto muito fácil das coisas, pois essa situação não faz com que os trabalhadores que me fazem companhia no local pensem da mesma forma. É o povo brasileiro, que não desiste nunca e não se importa em ficar socado dentro de um coletivo. Esse pessoal não se importa, inclusive, de ficar mantendo a porta do ônibus aberta, esperando que algum milagre aconteça, fazendo brotar mais chão dentro do veículo. Enquanto eles esperam, a droga do ônibus não sai do lugar e o caos do trânsito se instala. “Se a porta não fecha, o ônibus não sai”, informa o super prestativo motorista.

 

Vendo esta cena, com frio e um guarda-chuva meio quebrado, eu olho para o coletivo e vejo as pessoas acomodadas do jeito que dá e, lógico, com as caras emburradas. Imagino até o que pensam: “esses desgraçados querendo entrar aqui e eu super atrasado”… Eu também pensaria a mesma coisa. Uma prova da falta de generosidade que está tomando conta do meu ser.

 

De repente, vejo uma pessoa dormindo. Cabeça encostada no vidro do ônibus, provavelmente sonhando que ainda está em sua cama quentinha… Seu semblante transmitia uma paz tão grande… Era uma serenidade tão contrastante com a agonia do lado de fora…

 

… Que me deu vontade louca de dar um soco na janela onde esse maldito estava encostado.

 

Esta cidade deixa as pessoas meio insanas.

 

Add comment 12 Setembro 2008

O Efeito Madonna e a Teoria do Caos

.
O termo Efeito Borboleta se refere às condições iniciais dentro da Teoria do Caos na qual, segundo a cultura popular, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.
O que podemos dizer do Efeito Madonna, que já está trazendo o caos três meses antes da rainha do pop encostar os pés em terras brasileiras?

.
Queria poder atualizar este blog de uma forma decente, mas está cada dia mais difícil… Temas não faltam, o que falta é postar no momento propício e não quando já passou toda a “vibe”…
.
Sendo assim, aproveitando esse negócio de “vibe”, decidi falar sobre a rainha do pop: Madonna.


/Biba mode on: Madonnaaa poderoooooosaaa, noffa!

Nunca fui fã incondicional dela, mas lembro da primeira vez que vi o clipe Like a Prayer, no programa da Mara Maravilha, em mil novecentos e bolinha. E achei o máximo.
.
Em 1993, lembro que a Bandeirantes (ou teria sido a finada Manchete?) transmitiu o primeiro show dela no Brasil, o The Girlie Show. Recordo com um certo espanto que assisti do início ao fim, pois é preciso levar em consideração que o meu (péssimo) gosto musical daquela época era completamente indefinido e se resumia a New Kids On The Block e a qualquer CD de novela com músicas internacionais.
.
Anos depois, com a minha fracassada incursão ao mundo do axé e pagode (graças ao meu bom Deus e a minha total falta de molejo), meu gosto musical, enfim, ganhou uma definição, que foi o rock. Tá certo que há algumas exceções, que não vale a pena serem citadas aqui.

Voltando ao show da Maddy (olha a intimidade) de 1993, a moda era o cabelão e “loiréééérrimo” preso num rabo de cavalo bem alto, sombrancelhão preto e aquele corpete com os cones nos seios. Uma imagem chocante, sem dúvida. Mas Maddy pode.


Look que lançou tendências…

Depois, lembro dos clipes sombrios, como Frozen. Nesta época, até os clipes com as baladas românticas seguiam essa linha, tipo uma “iluminação escura” – se é que pode existir algo assim -, como foi o caso de The Power of Goodbye. Diga-se de passagem, esse clipe – que teve a participação do Dr. Luka Kovac, de ER – é um dos meus favoritos.

The Power of Goodbye

Aí veio Don’t Tell Me, que me faz lembrar do fim do meu primeiro namoro. Mas não no sentido ruim. Passado o drama inerente, curti muito minha solteirice e, em uma festa de carnaval, fui de Madonna. Todavia, não fiz muito sucesso, uma vez que, para os reles e ébrios mortais, eu era mais uma fantasiada de cowgirl ou de integrante de quadrilha de festa junina.
Enfim, o que eu, que estou longe de fazer parte dos zilhões de fãs enlouquecidos, tenho a dizer sobre essa mulher? Que o sucesso dela é merecido, pois se deve a muito trabalho, conhecer as pessoas certas, competência, marketing pessoal, reinvenções etc, isso todo mundo sabe. Se pudermos excluir as histórias sobre “testes do sofá” que dizem que ela deve ter feito, poderíamos muito bem seguir este caminho para termos sucesso em tudo na vida.
O mais impressionante é que ontem, dia que começou a vender ingressos pro show em São Paulo, eu percebi no que culminou esse sucesso enorme da Madonna: numa histeria coletiva. Indivíduos esperando a 48 horas nas filas das bilheterias, gente socando o computador, pessoas surtando e largando seus serviços para garantir o tão esperado ingresso, fanáticos mandando seus pobres avós e tias gestantes – que têm preferência nas filas – enfrentarem a fúria de uma multidão acampada e estressada com a falta de organização do evento, cambistas tocando o terror e ameaçando fazer um arrastão… Será que para ver a rainha do pop – provavelmente pela última vez na vida – vale a pena passar por tudo isso? Já estou prevendo que o número de demissões, conflitos entre amigos/familiares, fim de namoros/casamentos, velhinhos e gestantes internados(as) etc., deve aumentar consideravelmente nesta semana.

Maddy desaprovaria essas atitudes, hein?

4 comments 4 Setembro 2008

Farewell…

Não deveria, mas sou uma pessoa muito fácil de ser magoada. Qualquer bom dia não respondido, qualquer olhada feia que eu não saiba o porquê, qualquer palavra mais ríspida, qualquer tipo de desprestígio, principalmente depois de tanto tempo de amizade/convivência, me machucam demais e me fazem repensar o motivo pelo qual escolhi me dedicar de corpo e alma nesta amizade/convivência. Bobagens que não deveriam ter tanta importância assim, sabem? Todavia, estando errada ou não, eu tendo a valorizar essas pequenas bobagens.

Antes, mesmo magoada, acreditava numa utopia: conversar e consertar aquilo que estava errado, para que, dentro das possibilidades, voltasse ao normal. Mas meus esforços sempre eram em vão. Era como um navio naufragando. Eu permanecia dentro dele, tentando consertá-lo sozinha, mas, quando via pela escotilha, as pessoas já tinham pulado fora há muito tempo. Elas pegavam um bote salva-vidas rumo a outros mares, enquanto eu afundava junto com o navio.

Pergunto a vocês, o que fazer depois de passar tantas vezes por essa experiência? Continuar consertando ou desistir? Confesso que perdi a fé.

E agora lavo as minhas mãos.

Façam o que acharem melhor, mesmo que as conseqüências destruam bons momentos que poderiam ter ficado na lembrança por mais tempo. Eu permito.

Permito porque me afasto. Eis minha nova escolha.

Embarcar no SS Utopia de novo e tentar resolver? Não, nunca mais. Afastar-me e deixar que o tempo resolva – ou não, que fique por isso mesmo se assim tiver de ser – é a melhor coisa que posso fazer. Porque eu, ao contrário de muitos, não gosto de magoar ninguém com atitudes e palavras inesperadas. A não ser que seja por reação, já dizia Newton*.

Então, me recolho ao meu mundo, sem incomodar ninguém. Deixando claro que isso não me impede de continuar desejando o melhor para aqueles que um dia me magoaram e, de longe, torcer para que seus objetivos de vida sejam concretizados.

E aí, um dia, quem sabe.

*Terceira Lei de Newton
A Terceira Lei de Newton também é conhecida como Lei da Ação e Reação. Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B, receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto à força que A aplicou em B.
Mais informações:
aqui

5 comments 25 Julho 2008

Previous Posts


Tópicos recentes

Comentários

Karla Nazareth em Procura-se na Filombeta…
Karla Nazareth em Roberto Carlos em minha v…
Thais Coimbra em Roberto Carlos em minha v…
Thais Coimbra em A hora do revival dos anos…
Betina em A hora do revival dos anos…

Arquivos

Blogs

Meu Flickr

Porto Alegre, RS - Brasil / Jun 2009

Porto Alegre, RS - Brasil / Jun 2009

Porto Alegre, RS - Brasil / Jun 2009

More Photos

Tags

filme john grogan layout livro marley pinduca recomeço

Páginas

 

Dezembro 2009
D S T Q Q S S
« Jul    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Meta